A filosofia medieval, que abrange aproximadamente do século V ao século XV, é o período da filosofia na Europa Ocidental e no Oriente Médio que se seguiu à queda do Império Romano do Ocidente e antecedeu o Renascimento. Caracteriza-se pela forte influência do cristianismo (e, em menor medida, do judaísmo e do islamismo) no pensamento filosófico.
Características Gerais:
Figuras Chave e Suas Ideias:
Santo Agostinho: (354-430) Influenciado por Platão, desenvolveu uma filosofia que enfatizava a importância da graça divina para a salvação e a busca da verdade interior. Sua obra "A Cidade de Deus" influenciou profundamente o pensamento político medieval.
Boécio: (c. 480-524/526) Tradutor e comentador de Aristóteles, desempenhou um papel fundamental na transmissão do pensamento clássico para a Idade Média.
João Escoto Erígena: (c. 815-877) Um dos primeiros filósofos medievais a se dedicar ao estudo da filosofia grega. Sua obra "Sobre a Divisão da Natureza" propôs uma visão neoplatônica da criação.
Anselmo de Cantuária: (1033-1109) Conhecido por seu argumento ontológico para a existência de Deus, que defendia que a própria definição de Deus implica sua existência.
Pedro Abelardo: (1079-1142) Filósofo e teólogo que enfatizou o uso da razão para resolver contradições na teologia. Sua obra "Sic et Non" ("Sim e Não") apresentou uma coleção de passagens contraditórias das Escrituras e dos Padres da Igreja.
Tomás de Aquino: (1225-1274) Influenciado por Aristóteles, desenvolveu uma síntese entre a filosofia aristotélica e a teologia cristã. Sua obra "Suma Teológica" é considerada um dos maiores monumentos do pensamento medieval.
Guilherme de Ockham: (c. 1287-1347) Defensor do nominalismo, argumentava que os universais (conceitos gerais) são apenas nomes e que a realidade é composta apenas por indivíduos. Seu "Princípio da Navalha de Ockham" (a explicação mais simples é geralmente a melhor) teve um impacto duradouro na filosofia e na ciência.
Temas Importantes:
A filosofia medieval, apesar de suas raízes religiosas, desempenhou um papel crucial no desenvolvimento do pensamento ocidental, preparando o terreno para o Renascimento e a filosofia moderna. Sua ênfase na lógica, na análise e na busca por respostas para questões fundamentais continua a influenciar a filosofia contemporânea.
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